Temos
acumulado inúmeras experiências ao longo de nossas vidas onde nossas almas
estagiaram e tem aprendido invariavelmente que só repararíamos nossos
desacertos e equívocos diante da vida através do binômio “dor-castigo”.
Nas
tradições da mitologia, aprendemos com os deuses toda uma postura marcada pela
dor. A princípio, os duelos de Osíris, Sete Hórus, do Antigo Egito. Mais além,
assimilamos “formas-pensamentos” das desavenças e vinganças entre Netuno e Júpiter
no Olimpo, a morada dos deuses da Grécia.
Por
outro lado, não foi somente entre a mitologia que incorporamos essas formas de
convicção, mas também nos conceitos do Velho Testamento, onde exercitamos toda
uma forma de pensar, na exaltação da dor como um dos processos divinos para
punir todos aqueles que se encontravam em falta.
Sofremos
porque ainda não aprendemos a amar; afinal, a lei divina nos incentiva ao amor,
como sendo a única forma capaz de
promover o nosso
crescimento espiritual.
No
“Sermão do Monte”, Jesus Cristo se refere à Lei de Talião
revogando-a
completamente: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho e
dente por dente. Eu,
porém, vos digo que não resistais ao mal; mas,
se alguém te bater na
face direita, apresenta-lhe também a outra”.
(MT Mateus 5:38 e
39.)
A
palavra “talião” significa “tal”, do latim “talis”, definida como
a “Lei de Talião”, ou
seja, “Olho por olho, dente por dente, significa que as criaturas deveriam ter
como castigo a dor, tal qual fizeram os outros sentir. Constatamos, assim, a
ideia de que se tinha do poder divino era caracterizada por atributos
profundamente punitivos.
Foi
o próprio Jesus que instalou na Terra o processo da educação pelo amor
invalidou a lei do “tal crime e castigo”, que ainda prevalece para todos os
seres humanos que não encontraram no amor uma forma de “viver” e pensar.
‘’Crenças
não são simplesmente credos, máximas ou
estímulos religiosos’’,
mas também princípios orientadores de fé e de ideias, que nos proporcionam
direção na vida. São verdadeiras forças que poderão limitar ou ampliar a
criação do bem em nossa existência. Reformular ideias e reestruturar nossos
valores antigos é sairmos da posição de vitimas ou pobres coitados, facilitando
nosso crescimento em todas as áreas da vida.
Portanto, reforçar o ‘’espinho cravado’’ ou retirá-lo é opção nossa.
Alessandra Dantas

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