Algumas vezes, tratamos a
vida como nossa casa, pela maneira com a qual cuidamos dela:
Não jogamos o lixo fora, deixando-o apodrecer;
Guardamos,
egoisticamente, coisas que não utilizamos, mas que poderíamos doar;
Deixamos o guarda-roupas
desorganizado, esperando que outros deem um jeito, quando nós mesmos poderíamos
fazê-lo;
Insistimos em usar uma
sandália ou camisa que não nos serve mais;
Preservamos velhas fotos.
Não para relembrar, mas nos prendendo a um passado que não volta mais;
Reservamos um quartinho para fazer coisas erradas, na ilusão de
não ter alguém olhando;
Usamos o banheiro para
nos purificar, embora o deixemos mais sujo do que estávamos;
Pintamos todos os anos a
rachadura da parede, ao invés de consertá-la;
Sempre invejamos a casa vizinha, sem considerar a beleza da
nossa;
No dia da faxina geral,
armamos uma rede na varanda e dormimos, ao invés de limpar tudo;
Compramos sempre o que é
supérfluo, adiando as aquisições importantes;
Só lembramos de aguar as
plantas quando elas morrem;
Negamos ajuda a um
vizinho que bate à porta;
Prendemos um passarinho
que entra pela janela, como se fosse nosso;
Preferimos pagar as
multas dos débitos, a resgatá-los antecipadamente, com descontos;
Adoramos comer, mas
detestamos lavar os pratos.
Felizmente, a maioria dessas
negligências é facilmente corrigida, apenas com boa vontade...

Gostei muito do texto, mas tenho uma observação. Ao finalizar o texto você menciona: "Felizmente, a maioria dessas negligências é facilmente corrigida, apenas com boa vontade...". Acredito que seria uma questão cultural do que de comportamento, ou seja, a maioria das negligências são corrigidas não apenas por meio de uma atitude de boa vontade. Mas em ter a consciência de que algumas atitudes seriam melhores executadas se houvesse um nível de instrução mais elaborado. É só uma observação. Continue escrevendo sobre suas inquietações!
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