domingo, 14 de julho de 2013

VIDA



Algumas vezes, tratamos a vida como nossa casa, pela maneira com a qual cuidamos dela:
Não jogamos o lixo fora, deixando-o apodrecer;
 Guardamos, egoisticamente, coisas que não utilizamos, mas que poderíamos doar;
 Deixamos o guarda-roupas desorganizado, esperando que outros deem um jeito, quando nós mesmos poderíamos fazê-lo;
 Insistimos em usar uma sandália ou camisa que não nos serve mais;
 Preservamos velhas fotos. Não para relembrar, mas nos prendendo a um passado que não volta mais;
Reservamos um quartinho para fazer coisas erradas, na ilusão de não ter alguém olhando;
 Usamos o banheiro para nos purificar, embora o deixemos mais sujo do que estávamos;
 Pintamos todos os anos a rachadura da parede, ao invés de consertá-la;
Sempre invejamos a casa vizinha, sem considerar a beleza da nossa;
 No dia da faxina geral, armamos uma rede na varanda e dormimos, ao invés de limpar tudo;
 Compramos sempre o que é supérfluo, adiando as aquisições importantes;
 Só lembramos de aguar as plantas quando elas morrem;
 Negamos ajuda a um vizinho que bate à porta;
 Prendemos um passarinho que entra pela janela, como se fosse nosso;
 Preferimos pagar as multas dos débitos, a resgatá-los antecipadamente, com descontos;
 Adoramos comer, mas detestamos lavar os pratos.

Felizmente, a maioria dessas negligências é facilmente corrigida, apenas com boa vontade...

Um comentário:

  1. Gostei muito do texto, mas tenho uma observação. Ao finalizar o texto você menciona: "Felizmente, a maioria dessas negligências é facilmente corrigida, apenas com boa vontade...". Acredito que seria uma questão cultural do que de comportamento, ou seja, a maioria das negligências são corrigidas não apenas por meio de uma atitude de boa vontade. Mas em ter a consciência de que algumas atitudes seriam melhores executadas se houvesse um nível de instrução mais elaborado. É só uma observação. Continue escrevendo sobre suas inquietações!

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