Vivemos a era do espetáculo em que quase tudo vira noticia, desde que seja fútil ou possa ser banalizado. Assim navios que afundam perdem a graça com tanta aparição, até desperta alguns comentários, sensibiliza alguns, mas depois do segundo dia no sagrado midiático consegue apenas o comentário: “nossa, de novo, isso”. Luizas vão e voltam do Canadá, mas Josés continuam no anonimato e assim continuam sem educação de qualidade, sem oportunidade, sem direcionamento, sem família, sem casa, sem existir de fato, mas o que importa é alavancar o mercado consumidor e despertar o riso fácil, então para que se lembrar do José. Seres humanos que tem a pele do rosto arrancada, em supostos rituais macabros, tornam-se comuns e começam a fazer parte do nosso cotidiano, tudo tão natural que nem assusta mais, afinal o comum e acreditar que o ser humano é capaz de tudo, capaz de cometer qualquer maldade, difícil e raro é conseguir acreditar que o bem ainda existe, porque isso não passa na televisão.
A policia que cumpre mandado torna-se vilã e vira post no facebook para os filósofos de plantão defendendo o desfavorecido para talvez aliviar sua própria culpa em observar que favelas são criadas graças a falta de mobilização daqueles que erguem bandeiras a favor do socialismo e tantos outros ismos, mas são incapazes de socializar qualquer coisa, afinal estão tão confortáveis em suas casas em bairro de classe média ou nobre que é mais fácil malhar a policia e culpar o governo em vez de realmente agir para mudar a realidade. Temos no Brasil, amonotoados de favelas, palafitas ou outros assentamentos irregulares - os "aglomerados subnormais" -, que não se construíram da noite para o dia, foram crescendo dia-a-dia, onde vivem milhões de pessoas, mas para que lembrar dessas pessoas se não são manchete, afinal se não é noticia atual para que comentar. Assim segue nossa humanidade em meio a futilidade e banalidade compartilhamos o egoísmo, curtimos o sensacionalismo, publicamos arrogância, discutimos o virtual, mas na real ...
A policia que cumpre mandado torna-se vilã e vira post no facebook para os filósofos de plantão defendendo o desfavorecido para talvez aliviar sua própria culpa em observar que favelas são criadas graças a falta de mobilização daqueles que erguem bandeiras a favor do socialismo e tantos outros ismos, mas são incapazes de socializar qualquer coisa, afinal estão tão confortáveis em suas casas em bairro de classe média ou nobre que é mais fácil malhar a policia e culpar o governo em vez de realmente agir para mudar a realidade. Temos no Brasil, amonotoados de favelas, palafitas ou outros assentamentos irregulares - os "aglomerados subnormais" -, que não se construíram da noite para o dia, foram crescendo dia-a-dia, onde vivem milhões de pessoas, mas para que lembrar dessas pessoas se não são manchete, afinal se não é noticia atual para que comentar. Assim segue nossa humanidade em meio a futilidade e banalidade compartilhamos o egoísmo, curtimos o sensacionalismo, publicamos arrogância, discutimos o virtual, mas na real ...
(texto adaptado)
Alessandra Dantas
Alessandra Dantas

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