Coitado do nosso corpo! Essa morada abstrata para coisas imateriais como a mente, a consciência e a alma.
Em tempos de pessoas hiper frustradas, preocupadas, estressadas, aceleradas, em tempos de tsunamis e incertezas, nosso corpo pede um sinal inevitável de alarme em forma de S.O.S,(S sigla inglesa mais do que apropriada para um sinal de socorro que tem como significado: ''salve nossa alma''.ave Our Soul)
Na era dos Lexotans e Rivotrils da vida, não adianta perguntar: ''doutor, o que eu tenho? Que dor é essa no peito, esse abafamento, o nó na garganta? A verdade é simples, a mente humana esta entrando em parafuso. tudo começou há tempos: primeiro, vai sendo extinto os bons afetos e emoções, ficam raros os momentos de paz, relaxamento, felicidade, união e alegria.
Na família, as trocas de carinho, respeito já não existem; no trabalho, a inveja, o ciúme, boicote, fofocas... um ambiente envenenado.
Socialmente, a bebida, o sexo barato,banal e promiscuo substituem o bom papo, a afetividade, a amizade. Cadê o amor construído na intimidade?
Salve nossa alma! Não aguento mais tanta ''pensação'', tudo fora de foco,
Deveríamos saber que nosso corpo é meramente depósito de nossas frustrações, angústias, infelicidade, ou como queiram, espelho de nossa mente e alma. Filosofias, palavras e mais palavras que já foram ditas, talvez insonsas, mas que apesas de suas banalidades não podem deixar de serem ditas. A estúpida verdade é que nada se cria, nada é novo, tudo o que é hoje já foi ou era antes, todo o essencial já foi dito e nenhuma revelação é revelação e se tivermos alguma sorte, talvez algo se transforme. E nesse mundo insustentável de sofrimento mental e falta de fé, a transformação está na ordem do dia e muito bem expressada nas palavras do apóstolo Paulo em suas cartas aos Romanos:'' e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus'' (Rm12:2).
Afinal o que queremos? Ou voltamos para as cavernas como faziam nossos antepassados, ou saímos para a luz e esquecemos a acidez da vida e buscamos a sabedoria do livro de Eclesiastes sobre a vaidade das vaidades de todas as coisas terrenas:''de tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, guarda seus mandamentos porque esse é o dever de todo o homem'' (Ecl.12:13).
Logo meu irmão, a vida aguarda o mergulho de que percebe a fé como um salto no escuro em busca de si mesmo e se tiver um pouco de juizo encontra-se com Deus. O resto... ah o resto é vaidade das vaidades!
Alessandra Dantas
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