domingo, 1 de maio de 2011

Andarilho



Eu que caminho sonhando
Com a cabeça perdida nas nuvens.
Caminho sempre só
Pelas terras que devastam homens
Que perderam seus relógios
Que não sabem de que lado da alma
Nascem seus sonhos.
Eu que caminho sonhando
Em ser o desertor da razão.

Eu que percorro meu interior
Sem encontrar respostas
Sem me encontrar.
Eu que fujo para recantos mais escuros do meu eu
Encontro infinitas respostas
Ao leu
Sou tantas...
Quem sabe um dia,  encontro uma e digo simplesmente:
Sou. Sou?
                 

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