As mentiras mais devastadoras para a nossa autoestima não são tanto
as que contamos, mas as que vivemos.
Vivemos uma mentira quando distorcemos a realidade da nossa
experiência ou a verdade do nosso ser.
Assim, estou vivendo uma mentira quando finjo um amor que não sinto;
quando finjo uma indiferença que não sinto; quando me mostro mais
do que sou; quando mostro menos do que sou; quando digo que estou
zangada(o), mas na verdade estou com medo; quando finjo estar
desamparada(o), mas na verdade, estou manipulando; quando nego e escondo
minha excitação com a vida; quando finjo uma cegueira que nega
minha consciência; quando finjo um conhecimento que não possuo;
quando rio e quero chorar; quando fico muito tempo com pessoas de
quem não gosto; quando me apresento com a encarnação de valores
que não aprovo e não aceito; quando sou delicada(o) com todo mundo,
menos com aqueles que a quem digo amar; quando digo ter crenças
sobre as quais não tenho convicção, só para ser aceita; quando
finjo modéstia; quando finjo arrogância; quando deixo meu silêncio
concordar com convicções das quais não compartilho. Quando digo
admirar um certo tipo de pessoa enquanto durmo com outro(a).
Tudo isto exige congruência, o que significa que o meu eu interior
tem que estar obviamente, de acordo com o meu eu exterior.
Quando valorizamos mais a ilusão na cabeça dos outros do que o nosso próprio conhecimento da ''verdade'' tornamo-nos um(a) impostor(a).
Alessandra Dantas


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